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As sementes do Parque Augusta

A Prefeitura de São Paulo anunciou a criação do Parque Augusta. O anúncio encerra uma discussão que durou anos e traz motivos para comemorar. Em uma região tão emblemática cravada no centro da cidade, a população ganha um espaço de lazer e contato com o verde.

Somos o País com a maior biodiversidade do mundo, com uma área de proteção ambiental equivalente a três vezes o tamanho da França. No entanto, grande parte dos brasileiros ainda está desconectada da natureza. Justamente por isso, a criação do Parque Augusta é tão importante.

O projeto do Parque Augusta existe há mais de 40 anos. O espaço é uma das poucas áreas verdes no centro da cidade. (Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)

Quando nasce um parque no centro da cidade de Sao Paulo, fruto de um sonho coletivo, fica em evidência o quanto as áreas verdes podem fazer pelas pessoas, especialmente nos grandes centros urbanos.

A vegetação contrasta com o cimento, purifica o ar e proporciona um espaço de convivência. Surge ali um local para desacelerar, cuidar da saúde, disseminar ações culturais, desfrutar da companhia de bons amigos, entre tantas outras possibilidades.

Há, inclusive, estudos que mostram que a presença de parques nas cidades resulta em benefícios para a saúde pública, desempenha um importante papel de democratização do espaço público e proporciona um ambiente favorável à maior coesão social, com reflexos na diminuição comprovada de índices de criminalidade.

Além disso, é através desse contato que cidadãos com desejo de cuidar da natureza tomam consciência sobre o seu papel neste processo. Assim, o maior legado do Parque Augusta será cada criança, jovem e adulto que se tornar um aliado da conservação. Que a visibilidade deste anúncio seja mais um passo em direção a um futuro em que os brasileiros tenham orgulho de seus parques.

Publicado originalmente no Huffington Post Brasil.

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