Gestão aposta na concessão total de parques

Após uma fase de desconfiança na viabilidade de conceder os 107 parques, o secretário de Desestatização e Parcerias, Wilson Poit, da gestão João Doria, afirmou, ontem (7), no fórum ‘Parques do Brasil – As novas fronteiras da gestão de parques’, que há um “grande número de interessados” nesses espaços públicos.

Com despesas médias anuais calculadas em torno de R$ 185 milhões, Poit reclama que os parques comprometem o orçamento municipal, além de parte deles não conseguir receber suporte adequado da prefeitura.

“Não faz sentido gastar dinheiro e ficar desse jeito. Vamos entregar ao setor privado para que a prefeitura se concentre no serviço público essencial, educação, saúde, segurança e mobilidade”, ponderou durante o evento do Instituto Semeia.

Conforme a pesquisa “A Perspectiva dos Gestores”, do Instituto Semeia, com 187 parques pelo país, aponta que 52% não possuem os recursos básicos para realizar suas atividades. Além disso, 75% dos parques não oferece qualquer atividade. Apenas 13% deles possui receita proveniente da prestação de serviços.

Fernando Pieroni, diretor executivo do instituto, sem explicar o motivo, afirma que o setor privado tem se interessado e buscado mais a concessão de parques.

Poit também aponta que a iniciativa privada poderá realizar atividades econômicas, como cobrança por estacionamento, abertura de restaurantes e quiosques. Segundo ele, as administradoras não poderão cobrar entrada da população, nem durante realização de shows. “Isso já acontece em alguns parques da cidade, cobra-se do patrocinador”, conclui o secretário.

Publicado originalmente no DCI.

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