Visitação em Parques Nacionais bate novo recorde em 2018

No ano passado, parques nacionais tiveram um aumento na visitação de 6,15%, com um total de 12,4 milhões de visitas. Em 2017, foram 10,7 milhões de visitas

O campeão da visitação, com 2,6 milhões de visitas, continua sendo o Parque Nacional da Tijuca (RJ). O Parque Nacional do Iguaçu (PR) ficou em segundo lugar, seguido pelo Parque Nacional de Jericoacoara (CE) tendo, respectivamente, 1,89 milhão e 1,09 milhão de visitas.

Além dos parques nacionais, outras categorias de unidade de conservação também receberam um volume maior de visitantes. Entre elas estão a Reserva Extrativista do Arraial do Cabo, com 1,15 milhões de visitas (RJ) e o Monumento Natural do São Francisco, com mais de 658 mil visitas. Os parques, no entanto, são a categoria mais visitada, concentrando 71% da visitação.

Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Adalberto Eberhard, o aumento das visitas é decorrente do maior interesse das pessoas pelo meio ambiente e por experiências na natureza, mas o trabalho de estruturação das unidades faz toda diferença.

Para ele a expectativa é de contínuo crescimento da visitação. “Houve um forte trabalho de estruturação dos parques nacionais, com capacitação das equipes técnicas, diversificação das oportunidades de recreação e melhora na infraestrutura, sempre considerando os aspectos de conservação do meio ambiente e o bem-estar do visitante. Esse aumento da visitação é muito bom, ao conhecer um parque a pessoa passa a valorizar a natureza e o trabalho de conservação que é realizado ali, ela se torna uma aliada da conservação. Mas é importante oferecer boas condições para essa visita” diz Eberhard.

O presidente do ICMBio também acrescentou: “Vamos colher nos próximos anos resultados importantes decorrentes do processo de concessão de serviços de uso público, com a realização de parcerias com a iniciativa privada para estruturação da visitação. Por exemplo, acabamos de assinar a concessão do Parque Nacional de Itatiaia, onde serão investidos cerca de R$ 17 milhões.”

Para Paulo Faria, Coordenador de Estruturação da visitação e Ecoturismo do ICMBio outra ação de destaque foi a sinalização e manejo de trilhas, proporcionando a prática de uma grande variedade de atividades, como caminhadas, cicloturismo, observação de aves, atividades educativas e atividades aquáticas, apenas para citar as mais populares. Um exemplo é a Floresta Nacional de Brasília, que ganhou uma rede de trilhas com diversas quilometragens, variando entre 6 a 36 km, desenhadas para diferentes públicos.

De acordo com um estudo realizado pelo ICMBio, em 2017 os visitantes gastaram cerca de R$ 2 bilhões nos municípios do entorno das unidades de conservação. Com isso, foram gerados cerca de 80 mil empregos diretos, R$ 2,2 bilhões em renda, outros R$ 3,1 bilhões em valor agregado ao Produto Interno Bruto (PIB) e mais R$ 8,6 bilhões em vendas. Os resultados mostram que a cada R$ 1 real investido, R$ 7 retornam para a economia. O ICMBio divulgará os resultados econômicos da visitação de 2018 no próximo mês.

Os procedimentos para o monitoramento da visitação em unidades de conservação são definidos pela Instrução Normativa nº5/2018.

Fonte: ICMBio

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